quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Cura Analítica.


A cura do ponto de vista analítico
é um processo adaptativo,
entre o real socialmente construído,
a realidade simbolizada na interpretação
que o sujeito faz do real
e os desejos inconscientes.
(Sociedade das Quartas Feiras)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Palavras.


Nosso mundo é movido pelas palavras,
sejam elas verbais ou escritas,
por outro lado elas só assumem valores
quando condizem com as atitudes.
Palavras que não condizem
com as atitudes são desperdiças,
não passam de cinzas
que se dispersam ao vento.

Universo Inexplorado.


Nossa civilização já caminhou por longas distâncias,
navegou em mares desconhecidos,
atravessou todos os continentes,
hoje se aventura nos fundos dos oceanos
e exploramos os subterrâneos de nosso planeta.
Também observamos não só o sistema solar,
a Via Lactea e até outras galáxias,
mas o mundo mais importante,
praticamente inexplorado a ser conhecido
é o Universo que habita dentro de nós mesmos.

domingo, 9 de maio de 2010

Energia e Matéria.


A energia e a matéria
da qual é composta
o nosso Universo interno,
é a mesma que compõe
o Universo externo.

sábado, 8 de maio de 2010

Espelho.


As imagens que criamos ou escolhemos
não deixam de ser projeções
do que nós somos.

sábado, 24 de abril de 2010

O Tempo e o Sintoma.

  • Na noite do feriado dialogava com uma colega sobre a dificuldade de as pessoas procurarem ajuda quando acometidas por questões de ordem emocionais, entre as causas foi citada a falta de tempo.
  • Sem dúvida, o tempo é uma questão que influência as pessoas quanto à busca, permanência ou até mesmo à recusa de uma análise pessoal.
  • A questão central é que tempo é esse, a ausência dele é o primeiro que nos veio à mente, mas esse é só um sintoma, uma vez que o tempo de que dispomos é uma criação nossa, a sua ausência também não o deixa de ser.
  • É um sintoma significativamente conveniente, uma vez que quanto menos tempo dispomos, menor será o tempo disponível para refletir sobre o que nos incomoda ou nos faz funcionar como funcionamos e assim as feridas permanecem intocadas, incomodando, porém intocadas.
  • Nesse momento recordo a fala de um professor, ainda no meu passado segundo grau.
  • Dizia ele não compreender seus colegas de escritório que frente a qualquer atividade diferenciada, alegavam não terem tempo. Completava dizendo, que trabalhava o dia todo, à noite, também trabalhava, ministrando aulas e, como os demais também tinha família e filhos, ainda assim gostava de cinema, teatro... e sempre achava uma forma de ir às festas que seus alunos às vezes o convidavam.
  • A ordem do tempo que leva as pessoas à busca de uma ajuda terapêutica tem relação com as dimensões das feriadas que as acometem, tocar em feridas invariavelmente provoca dores, no início maiores do que aquelas que tínhamos se simplesmente as deixássemos intocadas, por outro lado, uma vez tratadas (compreendidas e internalizadas), a tendência dessas feridas é cicatrizar-se.
  • Esse tempo tem relação de o quanto se suporta o seu incomodo, pena que muitas vezes feridas que não cicatrizam possam necrosar, tornando-se foco de infecções chegando a infectar não só aquele que as tinham, mas espalhando-se entre os demais, que ocupam os mesmos espaços.
  • Feridas emocionais, em alguns sentidos não diferem muito das feridas que às vezes afetam nosso corpo.
  • Sou grato à Marion, que com sua empatia me ajuda a clarear as idéias.

domingo, 18 de abril de 2010

Dia da Terra - 22 de Abril.


  • Ela nos dá tudo que precisamos, mas ao subtrairmos continuamente aquilo que não necessitamos, estamos deixando-a doente.
  • Ela é linda, berço de toda a vida que conhecemos, encontra-se fragilizada com tantas agressões. Está ficando tão doente quanto aqueles que a agridem.
  • Não somos donos dela, não passamos de pequenas celulas nesse imenso organismo vivo, mas estamos agindo como um cancer destruindo toda a vida à nossa volta.
  • Ela precisa retomar seu ciclo de desenvolvimento, para que consiga curar as feridas que produzimos, antes de se tornar um planeta sem vida vagando por esse universo infinito, vivo, pulsante.